Dores de cabeça durante a relação sexual

 em Disfunção sexual

            Você sabia que existem pessoas que têm dores de cabeça exclusivamente durante o ato sexual?

            Não estou falando daquelas pessoas que relatam dores de cabeça para evitar uma relação sexual, mas sim de uma parcela da população que ao se masturbar e/ou transar sentem fortes dores de cabeça, que podem durar até 3 dias após o orgasmo, sentidas principalmente na parte frontal ou bilateral da cabeça.

            Os médicos Bruno Nascimento (urologista do Departamento do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) e o Me. John P. Mulhall (Diretor do Programa de Medicina Sexual e Reprodutiva do Memorial Sloan Kettering Cancer Center de Nova York) publicaram na última edição do The Jornal os Sexual Medicine um artigo intitulado Sexual headache,em que fazem uma revisão de literatura e explicam esta condição.

            Os autores utilizam do conceito proposto pela Sociedade Internacional de Dores de Cabeça que a chamam de “Dor de cabeça primária associada com a  atividade sexual” (Primary headache associate with sexual activity – PHASA)e a conceituam como uma dor de cabeça e/ou no pescoço que ocorre apenas durante a  atividade sexual.

            Segundo a  Sociedade Internacional de Dores de Cabeça ela pode aumentar durante a excitação sexual ou abruptamente durante o orgasmo.

            Por meio da revisão de literatura realizada os médicos mostram que há poucos estudos sobre esta condição sob a qual a prevalência não é clara, principalmente pela ausência de discussão do tema. Atualmente, sabe-se que ela atinge principalmente homens entre 20 a 24 ou 35-44 anos.

            Bruno Nascimento e John P. Mulhall explicam que o diagnóstico deve ser feito por um profissional médico especializado, já que os sintomas podem se relacionar a outras condições físicas e patológicas, como crises hipertensivas graves, síndromes da vasocongestão cerebral reversível, hemorragia cerebral, hipertensão intracraniana, neoplasia ou trombose venosa cerebral.

            Por fim, eles esclarecem que há tratamentos medicamentosos para esta condição, algo que só será possível de ser estabelecido a partir de um diagnóstico médico realizado por profissional especializado.

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